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Opinião: Enfermeira faz alerta sobre a saúde mental das mulheres em gestação e pós-parto; profissional é Especialista em Saúde da Família e Mestre em Saúde Materno Infantil
 

Por Alessandra Martins Loreto

Enfermeira COREN/ RS 072.5570

Especialista em Saúde da Família 

Mestre em Saúde Materno Infantil

-

O Setembro Amarelo, é um mês de conscientização sobre a prevenção ao suicídio, é também um convite para olhar com atenção para momentos específicos da vida das mulheres em que a saúde mental pode estar mais vulnerável: a gestação e o pós-parto. 


Mudanças hormonais intensas, somadas a desafios emocionais e sociais, podem aumentar o risco de depressão e, em casos graves, de comportamento suicida. 


Segundo dados da Fiocruz (2016), cerca de 25% das mães de recém-nascidos são diagnosticadas com depressão pós-parto. Globalmente, a taxa varia entre 10% e 20%, podendo chegar a 25%. 


Fatores como baixa condição socioeconômica, ausência de rede de apoio, histórico de doenças mentais, gravidez não planejada e maternidade na adolescência elevam o risco. 


Falar sobre emoções, sofrimento e pedir ajuda não é sinal de fraqueza, mas de coragem.

No período pós-parto, a privação de sono pode agravar o quadro emocional é uma fase de intensas mudanças hormonais e fisiológicas que afetam a saúde mental da mulher. 


É natural sentir instabilidade emocional, mas é necessário distinguir o "baby blues" que consiste em um estado transitório de tristeza e choro, da depressão pós-parto (DPP), que dura mais de duas semanas e exige atenção profissional. 


O apoio da família e dos amigos, um estilo de vida equilibrado (dieta, exercício e sono) e a busca por acompanhamento psicológico são fundamentais para o bem-estar da mãe nesse período.


*A opinião expressa neste artigo é de inteira responsabilidade do autor e/ou assessoria de imprensa.⁣

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◾️Fonte: Alessandra Martins Loreto / Enfermeira

⌨️ Editado por Dario Carvalho / Rádio Charrua

📸 Imagem: Alessandra Martins Loreto / Arquivo Pessoal




Opinião | 25/09/2025 | 18:12
 
 
 
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