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Opinião: Outubro: Mês Internacional de Conscientização do TDAH – Desafios Invisíveis, Mãos que Incluem
 

Por Natasha Pavin,

Mãe atípica,

Idealizadora do Projeto Social: Mãos que incluem

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 Afinal, o que é o Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH)?


O (TDAH), é um transtorno do neurodesenvolvimento que pode impactar tanto crianças quanto adultos, tendo origens genéticas e ambientais. Ele se caracteriza por um padrão persistente de desatenção, hiperatividade e impulsividade, que pode se manifestar de forma isolada ou combinada.


Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), estima-se que entre 3% a 8% das crianças e adolescentes e 2% a 5% dos adultos no mundo convivam com o transtorno. Esses números, porém, podem variar de acordo com os critérios utilizados e com a população estudada. Algumas pessoas aprendem a desenvolver estratégias de manejo e chegam à vida adulta com sintomas mais brandos.


O DSM-5 (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais – 5ª edição) descreve três apresentações do TDAH: predominantemente desatento, predominantemente hiperativo-impulsivo e o tipo combinado.


Mas o que muitas vezes não se vê são as batalhas invisíveis que o TDAH impõe às famílias. O maior desafio não está apenas nos sintomas, mas sim na luta para compreender o funcionamento singular desse cérebro e lidar com a falta de compreensão social, escolar e até familiar. Rótulos como “malcriada”, “sem limites” ou “difícil de lidar” ainda pesam sobre muitas crianças.


E, junto com os sintomas, vêm também as dúvidas silenciosas dos pais: “Será que estou educando certo?”, “Será que estou estragando meu filho?”. O TDAH coloca famílias em um verdadeiro xeque-mate emocional, desgastando relações e exigindo resiliência. Repetir dez vezes a mesma instrução, lidar com explosões emocionais, esquecimentos e desorganização, tudo isso enquanto tentam manter o vínculo afetivo e a calma.


Além disso, não raro falta apoio. Dentro de casa, surgem críticas do tipo “isso é falta de castigo”. Na escola, prevalecem cobranças em vez de colaboração. E o medo do futuro não dá trégua: “Será que ele vai conseguir ter amigos?”, “Vai se dar bem no trabalho?”, “Vai sofrer muito?”.


Não há fórmulas prontas. O que existe é um processo que exige conhecimento, rede de apoio, escuta e, sobretudo, presença emocional. A família é o território onde o TDAH precisa ser compreendido, porque é nela que a criança aprende a se enxergar: como problema ou como potência.


Quando há acolhimento, suporte e informação, a criança floresce. E nesse mês de conscientização, fica o convite: onde não houver inclusão, seja o primeiro a incluir.


*A opinião expressa neste artigo é de inteira responsabilidade do autor e/ou assessoria de imprensa.⁣

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◾️Fonte: Natasha Pavin

⌨️ Editado por Dario Carvalho | Rádio Charrua

📸 Imagem: Natasha Pavin / Projeto Mãos que incluem





Opinião | 14/10/2025 | 15:03
 
 
 
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