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Um misto de expectativa, esperança, receio e dúvida cerca o leilão das ferrovias do Sul, anunciado pelo governo federal para este ano. Há divergências fortes sobre o modelo de concessão. A coluna buscou atualizações com o ministro dos Transportes, George Santoro, durante entrevista ao Gaúcha Atualidade, da Rádio Gaúcha.
O leilão da Malha Sul sai em 2026 mesmo?
Vamos abrir audiência pública em breve, provavelmente em junho. A população vai poder opinar sobre o modelo.
Será fatiado mesmo?
Estamos propondo três lotes que integrem o Rio Grande do Sul ao país. Um deles acessa o porto de Paranaguá, São Francisco do Sul e inclui agora um novo trecho até os outros portos privados na região de Santa Catarina. Outro lote faz a integração do oeste de São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. E um último faz dois rabichos, um que acessa o porto do Rio Grande e outro Uruguaiana, com conexão com a malha da Argentina na ponte rodoferroviária.
Retomaria conexão ferroviária do Brasil com o Mercosul.
Temos discutido com a Argentina, que está discutindo sua nova concessão ferroviária e retomando a malha. Temos que ir em paralelo no Brasil, fazer o nosso projeto avançar.
Sem renovar aqui com a Rumo?
Não vamos renovar com a Rumo. Vamos fazer a licitação.
Autoridades e empresários do Sul são contra o fatiamento por receio de que alguns trechos não atraiam interessados. Chance de mudar o modelo?
Vai ser fatiada a nossa proposta, tá? Vamos aguardar o que virá da audiência pública. Temos que ouvir a população, os técnicos, os empresários, colher essas contribuições. Mas temos muita clareza de que o estudo que fizemos está muito consistente. Passamos um ano e meio discutindo com a sociedade, ouvimos os governos estaduais, a opinião de vários especialistas, montamos um grupo de trabalho que estudou toda a malha ferroviária. E, além desses três lotes, pretendemos fazer chamamentos públicos de pequenos trechos que não entraram na concessão como um todo.
Como?
Vamos tentar aproveitar ao máximo a malha existente, mas de uma forma diferente. Serão três trechos estruturantes, podendo dizer assim, e pequenas ferrovias que farão a alimentação deles. Nelas, não será concessão, mas no modelo de autorização ferroviária, na qual o investidor privado entra com um projeto para nós.
Quando?
Acredito que já iniciemos o ciclo de chamamentos ferroviários agora em maio, no dia 7. A ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) vai aprovar o primeiro edital de chamamento ferroviário da história do Brasil, que ligará Varginha ao porto de Angra, no Rio de Janeiro. E estudamos vários trechos no Rio Grande do Sul. Alguns já existem, operados por empresas turísticas, mas vamos colocar outros.
"Vai ser fatiada a nossa proposta, tá? Vamos aguardar o que virá da audiência pública. Temos que ouvir a população, os técnicos, os empresários, colher essas contribuições". GEORGE SANTORO - Ministro dos Transportes
E os recursos?
Temos boa perspectiva de ter uma malha totalmente recuperada ao longo do tempo com a participação do setor privado fazendo os investimentos. Aqui no Rio Grande do Sul, no Paraná e em Santa Catarina, na Malha Sul, o governo coloca o compromisso de aportar o recurso para cobrir qualquer “gap” de viabilidade do projeto. Já colocamos R$ 1 bilhão neste ano e teremos mais R$ 2 bilhões para o ano que vem. Importante: este projeto reintegra a malha gaúcha ao resto do país e ao Mercosul.
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📰 Fonte: Giane Guerra / GZH
✍️ Editado por Dario Carvalho | Rádio Charrua
📸 Imagem: Dario Carvalho