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Pacote de Lula contra o tarifaço é apenas “remédio para a febre”, diz economista-chefe da Farsul
 

A avaliação do pacote do Governo Federal para amenizar os efeitos do “tarifaço” de Donald Trump não foi nada positiva para a entidade que representa o agronegócio do Rio Grande do Sul. O economista-chefe do Sistema Farsul (Federação da Agricultura e Pecuária do RS), Antônio da Luz, entende que o apoio anunciado hoje pelo Presidente Lula até ajuda as empresas exportadoras, mas é “um remédio para a febre, não cura o que está causando a febre”. Da Luz argumenta que junto do anúncio ocorreu um “conjunto de falas que não apresenta um desejo de buscar uma solução”.


Afinal, segundo o dirigente, o Brasil “segue insistindo com posições dos BRICs”, enquanto os Estados Unidos representam 34% do PIB do mundo. Ou o “maior cliente do mundo”, definiu. “O que cabe para nós que temos nos Estados Unidos como nosso cliente é sentar para conversar e fazer como todos os demais países do mundo estão fazendo: sentando para conversar, buscando entendimento. Ele é o cliente”, defendeu. “Não porque é o ‘império, não porque é o ‘malvadão’, o ‘grande capitalista’… não, não, não… não é nada disso; ele é o cliente. A forma como ele tem que ser visto é como cliente, e nós não estamos fazendo isso”, lamentou.


E disse ainda não ter visualizado avanços no entendimento entre os dois países justamente pelo discurso de enfrentamento de Lula. E até piora a situação, porque Lula “fica mandando um monte de recados para o Trump”.


“A politização faz bem é para a popularidade do Presidente, mas faz mal para o ambiente de negócios”, acusou.


O dirigente ainda questiona a efetividade na aplicação do valor anunciado como apoio à economia brasileira. “Então, aí surge uma pergunta: os empresários vão pegar R$ 30 bi, seguramente a um juro muito alto e vão seguir sem vender para os Estados Unidos?”, lamentou.


“E quando esse dinheiro acabar, vamos tomar mais R$ 30 bi? E quando acabar os outros R$ 30 bi, vamos tomar mais R$ 30 bi? Ou seja, isso não tem sustentabilidade. A gente precisa resolver o problema de fundo, que são as tarifas”, complementou. Além disso, lembrou que do montante de R$ 100 bilhões anunciados como auxílio ao Rio Grande do Sul na enchente do ano passado, estavam incluídos até valores de antecipação do Imposto de Renda das pessoas atingidas. “Na minha opinião não serão R$ 30 bi, mas a mesma lorota das enchentes”.

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◾️Fonte: Correio do Povo

⌨️ Editado por Dario Carvalho / Rádio Charrua⁣⁣

📸 Imagem: Caroline Jardine / Especial / CP





Agronegócio | 15/08/2025 | 09:15
 
 
 
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