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A área cultivada com arroz no Rio Grande do Sul deve registrar nova redução na safra 2026/2027. A estimativa inicial do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) aponta queda entre 5% e 10% em relação ao ciclo anterior, que teve 891,9 mil hectares plantados.
Os números finais da pesquisa de intenção de plantio serão divulgados durante a 49ª Expointer, em Esteio.
Segundo o presidente do Irga, Alexandre Velho, a combinação de preços baixos, altos custos de produção, dificuldades de acesso ao crédito, endividamento dos produtores e a previsão de um El Niño intenso deve influenciar as decisões para a próxima safra.
Com o custo de produção em torno de R$ 80 por saca e o preço médio do arroz em casca na faixa de R$ 70, muitos agricultores devem concentrar o cultivo apenas nas áreas de maior produtividade para reduzir riscos.
Além da preocupação com a rentabilidade, o possível retorno do El Niño pode provocar chuvas frequentes durante o período de semeadura, atrasando o plantio e comprometendo o desenvolvimento das lavouras.
Para enfrentar esse cenário, o Irga aposta na ampliação das exportações e na abertura de novos mercados internacionais. Atualmente, a maior parte das vendas externas do arroz brasileiro tem como destino a América Central, mas o setor também busca fortalecer negócios com países como o México.
Outra estratégia em estudo é ampliar o uso do arroz na produção de etanol. De acordo com Velho, essa alternativa pode ajudar a absorver excedentes da produção sem afetar o abastecimento para alimentação, além de abrir novas oportunidades para o crescimento da cadeia produtiva. Segundo ele, uma tonelada de arroz pode gerar cerca de 400 litros de etanol, e o tema deverá ser acompanhado por um grupo de trabalho específico.
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◾️ Fonte: Correio do Povo
⌨️ Texto: Redação| Rádio Charrua
📸 Imagem: Cleiton Ramão | IRGA