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No início de agosto, ao apresentar seu plano de governo, o então candidato Luciano Zucco (PL) praticamente convidou o senador Luis Carlos Heinze (PP) para ser secretário. Da Agricultura? Não, de Infraestrutura. Disse Zucco, dirigindo-se a Heinze, que termina o mandato no final de janeiro:
— O senhor não vai descansar. Então, se tudo der certo, o senhor se prepare para continuar tocando o porto de Arroio do Sal, o aeroporto de Vila Oliva, a ferrovia. Eu não aceito um "não, vamos ver". Não, não. Não. O senhor só vai descansar uns dois ou três meses. Depois vai voltar pro batente.
Eleito no primeiro turno, Zucco ainda está definindo a estrutura que terá sua equipe, com a redução do número de secretarias, mas Heinze tem lugar assegurado no primeiro escalão, a menos que não queira. O senador está abalado emocionalmente com a doença da esposa Sandra, que sofreu um AVC em maio, depois de se submeter a uma cirurgia de quadril, e desde então está internada no Hospital Nora Teixeira.
Na campanha, Heinze precisou reduzir as atividades políticas e seu neto desistiu de concorrer a deputado para ficar ao lado da avó. Mesmo assim, fez campanha para Zucco, Sanderson, Marcel van Hattem e Flávio Bolsonaro.
Embora em agosto Zucco tenha falado em Infraestrutura, hoje o senador é mais cotado para a Agricultura, pela conexão com o agronegócio.
— Mais de uma vez, durante a campanha, o Zucco falou que gostaria que eu participasse do governo, mas não tem nada definido. Hoje estou focado em cuidar da minha esposa, que estás completando 163 dias de internação — disse Heinze, com voz embargada, ao ser questionado pela coluna.
O senador estava chegando ao hospital, depois de um bate-volta a Caxias do Sul, onde foi assistir à assinatura da ordem de início das obras do Aeroporto de Vila Oliva, uma das causas de sua vida, ao lado da renegociação da dívida dos produtores rurais e do porto de Arroio do Sal.
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▪️Texto: Rosane de Oliveira | GZH
▪️Edição: Dario Carvalho | Rádio Charrua
▪️Foto: Neimar De Cesero | Agencia RBS