📢OFERECIMENTO
@sorrifacil_uruguaiana
@planalto.transportes
@marka_imoveis
@unimeduruguaiana
@magicimplantesuruguaiana
@guimaraessolucoes
@hfeletronicosuru
@gtmakeuprs
@fisioterapiacamilatrindade
▪️▪️▪️
Com investimento previsto de R$ 27 bilhões, considerado o maior aporte privado da história do Rio Grande do Sul, o governo do Estado entregou, na manhã desta sexta-feira (23), a Licença Prévia (LP) para o Projeto Natureza, da empresa CMPC. O documento foi repassado em cerimônia realizada no Palácio Piratini, em Porto Alegre, por volta das 8h30min.
O ato contou com a presença do governador Eduardo Leite, do vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, do secretário-adjunto do Meio Ambiente e Infraestrutura, Marcelo Camardelli Rosa, do presidente da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam), Renato Chagas, e do diretor-geral da CMPC Brasil, Antônio Lacerda.
A liberação ocorre após a Fepam emitir a licença na quinta-feira (22). O documento era aguardado em meio a impasses jurídicos e questionamentos do Ministério Público Federal (MPF), que alegava que o processo não havia assegurado a consulta prévia a comunidades indígenas, quilombolas e pescadores artesanais potencialmente afetados.
O governador destacou o rigor técnico do processo de licenciamento e o papel da Fepam. Leite também ressaltou que os reflexos econômicos do empreendimento vão além da planta industrial:
— Esses investimentos também vão ativar a logística, tornando a região atraente para novos aportes. É um benefício que vai além da própria planta.
O diretor-geral da CMPC Brasil afirmou que a iniciativa trará um novo ciclo de desenvolvimento para a região sul do Estado, historicamente carente de projetos dessa magnitude:
— Damos mais um passo, com um investimento de R$ 27 bilhões que vai proporcionar empregos durante a fase de construção para 12 mil pessoas. Na operação, algo entre 5 mil pessoas terão empregos diretos e indiretos.
O vice-presidente Geraldo Alckmin citou a parceria entre governo estadual, federal e a empresa, destacando uma pauta que prevê investimentos em uma indústria nacional competitiva, pesquisa e inovação, com os princípios da sustentabilidade e ganho ambiental. Também salientou a diversidade da bioeconomia no Estado, que tem pretendiam para atrair outros negócios:
— O Rio Grande do Sul tem um parque industrial diversificado. E, nesse momento de petróleo com preço elevado, o biocombustível faz a diferença.
Licença emitida
A emissão da licença foi precedida por uma manifestação favorável da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) divulgada nesta semana, atestando a viabilidade ambiental do projeto na fase de planejamento. O próximo passo para o avanço das obras será a obtenção da Licença de Instalação (LI).
O projeto da gigante chilena em Barra do Ribeiro prevê, além da nova fábrica na Região Metropolitana, a construção de um terminal portuário em Rio Grande, obras de infraestrutura rodoviária e melhorias estruturais na unidade de Guaíba.
O projeto
A nova fábrica terá capacidade estimada de produção de 2,5 milhões de toneladas de celulose por ano. A unidade será adicional à fábrica que a CMPC já mantém em Guaíba, também na Região Metropolitana, que continuará em operação.
Além da fábrica, o projeto prevê outras estruturas no Estado, entre elas um terminal próprio de exportação de celulose no porto de Rio Grande, com investimento estimado em R$ 1,5 bilhão. Segundo a empresa, o empreendimento deve gerar 12 mil postos de trabalho durante as obras e cerca de 6 mil na fase de operação.
Atuação da CMPC no RS
A empresa atua desde 2009 no Rio Grande do Sul, na cidade de Guaíba, com uma planta de produção de celulose, também do tipo kraft branqueada de fibra curta, proveniente de plantios de eucalipto.
Atualmente, essa unidade tem capacidade de produção de aproximadamente 2,4 milhões de toneladas por ano. A multinacional tem atuação portuária em Rio Grande e Pelotas e está presente em 75 municípios, com 1 mil fazendas distribuídas no Estado.
Linha do tempo
29/04/2024: o governo do Estado e a CMPC assinam protocolo de intenções para a instalação de uma nova fábrica de celulose em Barra do Ribeiro, com anúncio de R$ 24 bilhões em investimentos na época.
2025: a Fepam estabelece as diretrizes para os estudos ambientais do empreendimento.
19/12/2025: a CMPC disponibiliza o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e o Relatório de Impacto Ambiental (Rima).
29/01/2026: a Fepam realiza audiência pública sobre o projeto em Barra do Ribeiro, com a participação de 1,1 mil pessoas.
02/03/2026: o Ministério Público Federal (MPF) recomenda a suspensão do licenciamento até que sejam realizadas consultas a comunidades indígenas potencialmente afetadas.
24/04/2026: o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) suspende, em caráter liminar, os efeitos das recomendações do MPF.
13/05/2026: o MPF ajuíza ação civil pública para questionar o processo de consulta a comunidades tradicionais.
Julho de 2026: a Justiça Federal rejeita o pedido liminar de suspensão do licenciamento, permitindo a continuidade da análise ambiental.
08/09/2026: o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) mantém o andamento do licenciamento.
21/10/2026: a Funai emite manifestação favorável ao projeto.
22/10/2026: a Fepam emite oficialmente a Licença Prévia do Projeto Natureza.
23/10/2026: o governo do Estado realiza a entrega formal da licença à CMPC em cerimônia no Palácio Piratini.
-
▪️Texto: Anderson Aires | GZH
▪️Edição: Dario Carvalho | Rádio Charrua
▪️Foto: Anderson Aires | Grupo RBS