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RS bate recorde com mais de 1 milhão de litros e lidera produção de azeite no Brasil
 

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A produção brasileira de azeite de oliva extravirgem alcançou um novo recorde em 2026, impulsionada pelo desempenho do Rio Grande do Sul, responsável por mais de 80% do volume nacional. Dados divulgados nesta terça-feira pelo Instituto Brasileiro de Olivicultura (Ibraoliva) mostram que o País produziu 1,434 milhão de litros na safra, dos quais 1,17 milhão foram colhidos em território gaúcho. A Serra da Mantiqueira respondeu por 250 mil litros, enquanto Santa Catarina produziu 10 mil litros, o Paraná 2,5 mil litros e o Espírito Santo 1,5 mil litros.

O resultado representa um crescimento de 496,7% sobre os 240,3 mil litros produzidos no Brasil em 2025, safra prejudicada pelas condições climáticas, e supera em 123,9% o recorde nacional anterior, de 640,2 mil litros, registrado em 2023. No Rio Grande do Sul, a produção aumentou 514,8% em relação ao ano passado e ficou 101,6% acima do recorde estadual de 580,2 mil litros, alcançado em 2023.

"Se falávamos nas coletivas dos anos anteriores sobre quando passaríamos de um milhão de litros, este ano passamos e passamos bem", afirmou a vice-presidente do Ibraoliva, Solange Neves.

Os números consolidam a evolução de uma atividade implantada comercialmente no Rio Grande do Sul há pouco mais de duas décadas. Segundo o secretário estadual da Agricultura, Márcio Madalena, a olivicultura deixou de ser uma cultura experimental iniciada em 2005 para assumir a liderança nacional em produção e qualidade. Além do avanço do volume colhido, ele destacou o reconhecimento obtido pelos azeites gaúchos em competições internacionais.

"Não é apenas um crescimento de produção. É a consolidação do reconhecimento da qualidade do nosso azeite de oliva em nível global", afirmou.

Para o engenheiro agrônomo e coordenador das Câmaras Setoriais e Temáticas da Olivicultura da Secretaria da Agricultura, Paulo Lipp João, o desempenho resulta da combinação entre clima favorável, evolução do manejo e maturidade dos pomares implantados na última década. Segundo ele, o inverno de 2025 apresentou frio constante e adequado para a cultura, seguido por uma primavera sem excessos de chuva, favorecendo a formação dos frutos.

O Estado reúne atualmente cerca de 6,5 mil hectares de olivais, 31 lagares e aproximadamente 390 produtores. Cerca de 20% das áreas cultivadas ainda não atingiram o potencial produtivo, já que as oliveiras costumam alcançar o pico de rendimento por volta dos dez anos de idade. Na avaliação de Lipp, isso indica que a produção ainda pode crescer nos próximos anos com a entrada em plena produção de pomares mais jovens.

Apesar da safra histórica, o setor evita projetar que volumes semelhantes se repitam automaticamente. Solange Neves destacou que a manutenção de níveis elevados de produção dependerá da continuidade dos avanços tecnológicos e da adaptação às condições climáticas. Ela citou os efeitos do El Niño e as alterações no regime de chuvas como fatores que continuarão exigindo pesquisas e aperfeiçoamento do manejo.

O setor também avalia que há espaço para ampliar a presença do azeite nacional no mercado, que é de apenas 1%. Segundo a dirigente, praticamente toda a produção brasileira é absorvida pelo consumo interno, ainda abastecido majoritariamente por produtos importados. Para ela, o desafio passa por ampliar o conhecimento do consumidor sobre as diferenças entre os tipos de azeite e reforçar a fiscalização para combater fraudes na rotulagem, garantindo que o conteúdo corresponda às informações do rótulo.

Além da expansão da produção, o Ibraoliva defende avanços em políticas tributárias, maior integração da cadeia e o fortalecimento do olivoturismo como alternativa para agregar renda às regiões produtoras. Madalena destacou que a atividade representa uma oportunidade de desenvolvimento econômico, especialmente na Serra do Sudeste e na metade sul do Estado.

"O setor veio para se consolidar no Brasil", afirmou.


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◾️ Fonte: Claudio Medaglia | Jornal do Comércio

⌨️ Edição: Dario Carvalho | Rádio Charrua⁣⁣⁣⁣⁣⁣⁣⁣⁣⁣⁣⁣⁣⁣⁣⁣

📸 Imagem: Kaué Silva Rodrigues | Divulgação | Jornal do Comércio 





Agronegócio | 15/07/2026 | 16:04
 
 
 
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