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São muitas as dúvidas que acompanham mães, pais e familiares durante o desenvolvimento infantil. Em meio às descobertas da infância, alguns comportamentos despertam questionamentos que nem sempre são fáceis de responder.
No espaço psicopedagógico e neuropsicopedagógico, frequentemente chegam famílias carregando inseguranças, dúvidas e até relatos de vivências semelhantes, tais como, “meu filho gosta de brincar sozinho sem notar a presença de outras crianças”; “ele tem preferência por jogos com letras e números com os quais ele passa horas jogando, se permitirmos”.
Daí, dúvidas surgem se esse comportamento focado e reservado é apenas o jeito dele ou se merece atenção especial, bem como se isso faz parte da sua personalidade ou é motivo para preocupação.
Em outra oportunidade, o relato de uma médica experiente que compartilhou a dificuldade em reconhecer os primeiros sinais apresentados pelo filho reforça algo muito importante: identificar os marcos do desenvolvimento infantil não é responsabilidade exclusiva dos especialistas. Pais, familiares, educadores e profissionais da saúde podem perceber mudanças e sinais que merecem uma investigação mais cuidadosa.
Essas experiências mostram que observar é um ato de cuidado. Quanto mais cedo reconhecermos possíveis sinais de alerta, maiores são as oportunidades de oferecer à criança intervenções que favoreçam seu desenvolvimento. É importante destacar que nenhum comportamento isolado confirma um diagnóstico.
As principais características descritas no Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais DSM-5 são divididas em dois grupos: (a) os déficits na comunicação e na interação social, os quais, na sintomatologia, se apresentam como déficits na reciprocidade sócio-emocional, dificuldades da atenção compartilhada, prejuízos na linguagem verbal ou não verbal, ou em iniciar e manter relações; e (b) os padrões restritos e repetitivos de comportamento nos interesses e nas atividades, que podem se apresentar nas estereotipias, na insistência da rotina com padrões inflexíveis, no hiperfoco ou nas alterações sensoriais significativas.
Percebendo cinco destes sintomas é chegado o momento de ir em busca de uma avaliação e deixar que um profissional especializado auxilie e oriente os próximos passos. Na dúvida, procure orientação profissional. Uma avaliação não rotula, ela oferece caminhos para compreender e apoiar o desenvolvimento da criança.
*A opinião expressa neste artigo é de inteira responsabilidade do autor (a).
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◾️Fonte: Érika Sant’Anna da Costa | Pedagoga | Especialista em Psicopedagogia Clínica e Institucional | Terapeuta ABA | Neuropsicopedagoga Clínica e Institucional | @erikasantannac
⌨️ Editado por Dario Carvalho | Rádio Charrua
📸 Imagem: Érika Sant’Anna da Costa | Arquivo Pessoal