📢OFERECIMENTO
@sorrifacil_uruguaiana
@planalto.transportes
@marka_imoveis
@unimeduruguaiana
@magicimplantesuruguaiana
@guimaraessolucoes
@hfeletronicosuru
▪️▪️▪️
Vivemos um tempo curioso. Nunca se falou tanto sobre diversidade, inclusão e respeito às diferenças. Ainda assim, existe um preconceito silencioso que continua fechando portas para milhares de mulheres: o etarismo.
Basta uma mulher ultrapassar determinada idade para que, muitas vezes, passe a ser vista como “menos atual”, “menos produtiva” ou até “fora do padrão” que o mercado e a sociedade insistem em valorizar.
O mais contraditório é que, justamente nessa fase da vida, muitas de nós estamos no auge da experiência, da inteligência emocional e da capacidade de liderar, empreender e resolver problemas.
Esse preconceito não aparece apenas nas entrevistas de emprego.
Ele está nas redes sociais, nas conversas do dia a dia e nos julgamentos disfarçados de opinião.
Nos últimos dias, vimos atrizes como Deborah Secco e Carolina Ferraz, mulheres reconhecidas por décadas como símbolos de beleza, talento e sucesso, tornarem-se alvo de comentários cruéis sobre a idade e a aparência. É curioso perceber como a mesma sociedade que um dia as colocou em um pedestal agora parece incomodada simplesmente porque o tempo passou. Como se envelhecer fosse um defeito, quando, na verdade, é um privilégio que nem todos têm.
Também quero deixar uma coisa muito clara.
Eu sou uma mulher de 50 anos e não vejo absolutamente nenhum problema em cuidar da saúde, praticar atividade física, fazer procedimentos estéticos, harmonização facial ou corporal, pintar os cabelos, tratar a pele ou querer uma perna mais firme e um joelho mais bonito.
Cuidar de si mesma não deveria ser motivo de julgamento.
O problema começa quando esse cuidado deixa de ser uma escolha e passa a ser uma obrigação imposta por uma sociedade contraditória, que exige juventude eterna, mas critica quem busca preservar a autoestima. A mesma sociedade que condena as rugas também condena quem decide suavizá-las.
Afinal, qual é o padrão que realmente esperam de nós?
O mais curioso é que a idade entrega exatamente aquilo que tantas empresas dizem procurar: experiência, equilíbrio, visão estratégica, maturidade e inteligência emocional.
Essas qualidades não aparecem da noite para o dia; elas são construídas ao longo da vida.
Mesmo assim, ainda existem mulheres que escondem a idade no currículo, evitam mencionar o tempo de profissão ou sentem que precisam parecer mais jovens para continuarem sendo consideradas competentes.
Felizmente, muitas decidiram deixar de esperar por validação e passaram a construir o próprio caminho. Empreendem, estudam novamente, mudam de profissão, lideram projetos e descobrem que nunca é tarde para recomeçar.
Na minha visão, o problema nunca foi a idade.
O problema é a forma como aprendemos a enxergar o envelhecimento feminino. Enquanto um homem grisalho costuma ser chamado de experiente, maduro e charmoso, uma mulher da mesma idade frequentemente precisa lidar com comentários sobre rugas, cabelos brancos, corpo ou aparência. É uma cobrança injusta, que tenta reduzir mulheres incríveis a um detalhe estético, ignorando tudo o que elas construíram ao longo da vida.
Que cada mulher tenha o direito de envelhecer do jeito que desejar. De cabelo branco ou pintado. Com rugas ou com botox. De salto alto ou de tênis. Empreendendo, recomeçando ou mudando completamente de rota.
O verdadeiro combate ao etarismo não é impedir que a mulher cuide da aparência. É garantir que ela nunca precise provar seu valor por causa dela. Porque competência, caráter, coragem e propósito não têm prazo de validade.
*A opinião expressa neste artigo é de inteira responsabilidade do autor e/ou assessoria de imprensa.
_
◾️ Fonte: Danni do Amaral | DJ | Empresária | Palestrante idealizadora do Bolsa de Mulher Experience (Workshop Imersivo Itinerante para público feminino) | @dannidoamaral | @bolsademulherexperience
⌨️ Edição de título: Dario Carvalho | Rádio Charrua
📸 Imagem: Danni do Amaral | Arquivo Pessoal