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COLUNISTA | A nova era da Dermatologia passa pelos imunobiológicos por Renata Fontes - Médica Dermatologista
 

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Os avanços da medicina vêm transformando o tratamento de diversas doenças dermatológicas, e uma das maiores revoluções dos últimos anos são os chamados imunobiológicos. Apesar do nome parecer complexo, esses medicamentos representam uma nova geração de tratamentos mais direcionados, terapia alvo, modernos e eficazes.

Os imunobiológicos são medicamentos produzidos a partir de biotecnologia, desenvolvidos para agir em pontos específicos do sistema imunológico.

Diferente de tratamentos antigos, que atuavam de forma mais ampla e podiam causar mais efeitos colaterais, os imunobiológicos conseguem bloquear moléculas inflamatórias específicas relacionadas à doença.

Na dermatologia, eles têm mudado significativamente a vida de pacientes com doenças inflamatórias crônicas, especialmente casos moderados a graves de Psoríase, Artrite Psoriática, Vitiligo, Dermatite Atópica, Hidradenite Supurativa, Urticária Crônica e algumas doenças autoimunes.

Muitos pacientes conviviam durante anos com lesões extensas, coceira intensa, dor, impacto emocional e limitações sociais importantes. Hoje, com os imunobiológicos, é possível alcançar controle muito mais eficaz da doença e melhora significativa da qualidade de vida.

Na psoríase, por exemplo, esses medicamentos podem reduzir inflamação, descamação e placas na pele de maneira impressionante. Já na dermatite atópica grave, ajudam a controlar coceira intensa, feridas e crises recorrentes que afetam sono, autoestima e saúde mental.


Mas afinal, quando os imunobiológicos devem ser usados?

Eles normalmente são indicados quando tratamentos convencionais não funcionam adequadamente, causam efeitos colaterais importantes ou quando a doença apresenta grande impacto físico e emocional.

Antes de iniciar o tratamento, o paciente precisa passar por avaliação médica completa, incluindo exames laboratoriais e investigação de infecções, como tuberculose e hepatites. Isso acontece porque os imunobiológicos atuam diretamente no sistema imunológico e exigem acompanhamento rigoroso.

Embora sejam considerados tratamentos modernos e seguros quando bem indicados, eles não são isentos de riscos. Algumas pessoas podem apresentar maior predisposição a infecções, reações no local da aplicação ou necessidade de monitoramento contínuo.

Outro ponto importante é combater a ideia equivocada de que imunobiológicos “baixam totalmente a imunidade”. Na realidade, eles atuam de forma muito mais específica do que muitos medicamentos antigos utilizados no passado.

O preconceito com doenças de pele ainda é grande, e muitos pacientes sofrem silenciosamente por anos antes de buscar ajuda especializada. Felizmente, a dermatologia moderna evoluiu muito e hoje oferece tratamentos cada vez mais personalizados.

Mais do que controlar lesões na pele, os imunobiológicos representam qualidade de vida, conforto, autoestima e possibilidade de retomada da vida social para milhares de pacientes.

A medicina caminha para tratamentos cada vez mais precisos — e na dermatologia isso já é uma realidade.


A opinião expressa neste artigo é de inteira responsabilidade da autora e/ou assessoria de imprensa.

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◾️ Fonte: Renata Fontes, médica dermatologista, mestre em Dermatologia pela Centro de Estudios Universitarios CEU e membro titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia — CRM-RS 27263 | RQE 46841 (@renata_cfontes)

⌨️ Edição: Dario Carvalho | Rádio Charrua

📸 Foto: Renata Fontes |  Arquivo Pessoal





Colunistas | 09/07/2026 | 15:44
 
 
 
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